Nossa ignorância sobre as evidências da natureza precisa e deve ser superada, com urgência. Não é necessário que sejamos doutores em Matemática ou Física para compreendermos essas essencialidades; basta termos acesso de forma coletiva e metódica ao que já foi comprovado por cientistas ao longo dos últimos 350 anos, desde Isaac Newton (1643-1727).
Dentre essas evidências, destaca-se o conhecimento da existência e do funcionamento das chamadas quatro forças, estas que controlam todas as interações do Universo, desde a formação de galáxias e estrelas, até a estrutura dos átomos e reações químicas que permitem a vida. Sem elas, a matéria se desintegraria, o Universo não se formaria como o conhecemos, nem a vida seria possível. Abaixo, uma breve descrição (com auxílio de Inteligência Artificial nos trechos em itálico):
A força gravitacional mantém os planetas em órbita ao redor do Sol e é responsável pela queda de objetos na Terra e pelas marés. Foi anunciada em 1687, quando Newton a publicou em seu livro “Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica”.
A eletromagnética responde pela interação entre partículas subatômicas carregadas, como elétrons e prótons, combinando as forças elétrica e magnética. Causa atração entre cargas opostas e repulsão entre cargas iguais, mantém átomos e moléculas unidos. É a base da eletricidade, do magnetismo e da luz. Seu conhecimento foi consolidado ao longo do século XIX, culminando nas equações de James Clerk Maxwell (1831-1879), em 1865.
A nuclear forte é a mais poderosa, pois responde por duas funções cruciais: manter os quarks unidos para formar prótons e nêutrons, e manter prótons e nêutrons unidos no núcleo atômico. Ela opera em distâncias muito curtas, sendo forte o suficiente para superar a repulsão eletromagnética entre os prótons e, assim, permitir a existência dos núcleos atômicos. A ideia inicial de sua existência foi proposta por Hideki Yukawa (1907-1981), em 1935.
A nuclear fraca é responsável por transformar partículas subatômicas, como ocorre no decaimento beta (onde um nêutron se converte em um próton, um elétron e um antineutrino). Ela atua em um alcance extremamente curto, dentro do núcleo atômico. É crucial para processos como a fusão nuclear no Sol, mantendo o equilíbrio de prótons e nêutrons no universo. Sua formulação teve início com Enrico Fermi (1901-1954, um dos inventores da bomba atômica), em 1933.
Há, ainda, uma quinta força, responsável por uma interação fundamental hipotética que, se existir, poderia explicar enigmas do universo, como a matéria escura e a aceleração da expansão cósmica.
Qualquer indivíduo, desde que seja informado a partir da primeira infância, de maneira adequada, é capaz de paulatinamente assimilar e dominar essas informações essenciais para a apreensão de seu (nosso) pertencimento cósmico. Este é o desafio que está posto.
Como escreveu Leonardo Boff, em recente artigo — A Terra é viva, geradora de todos os seres vivos —, "as quatro interações básicas do universo (a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear forte e a nuclear fraca) continuam atuando sinergeticamente para a manutenção da atual seta cosmológica do tempo rumo a formas cada vez mais relacionais e complexas de seres. Muitos cientistas sustentam que elas, na verdade, constituem a lógica e o dinamismo interno do processo evolucionário; por assim dizer, a estrutura, melhor dito, a mente ordenadora do próprio cosmos".
A escrita é a grande invenção. Foi a escrita, na verdade, aquilo que transformou um certo ser irracional em humano, esta espécie que domina o planeta para o bem e para o mal. Com a escrita, apenas, este blog se propõe a analisar e opinar sobre alguns dos principais temas da atualidade, no Brasil e no mundo, como qualquer cidadão faz ou deveria fazer. Meu nome é Oswaldo de Mello. Sou jornalista.