Não faça planos

Como é frágil a vida.
As boas vivências,
os momentos mais suaves carregam o dom de se esvaírem,
sob nossos olhos distraídos,
num passe trágico de insuspeita, indesejada magia.

Ainda há pouco estava aqui a leveza,
o terreno firme dos planos,
dos sorrisos confiantes
— já não mais.

Tudo se foi. (Ou quase.)
Resta a incredulidade frente a repentina mudança,
a necessidade imperativa da realidade reposta.
E, por fim, a esperança (querida)
— frágil fio.