Músicos em Toulouse, França, escolheram a canção “Cajuína” — composta por Caetano Veloso em 1979, após visita ao pai do poeta Torquato Neto, que se despedira da vida em 10 de novembro de 1972, no Rio de Janeiro, aos 28 anos, um dia após completar seu aniversário — para homenagear os brasileiros e em especial Luiz Inácio Lula da Silva, ele próprio um retirante da seca — vou entender assim! —, um dia após o Brasil, com determinante participação do povo nordestino, ter barrado o avanço do fascismo na América Latina e apontado um caminho de luta civilizatória para o mundo. Acompanhemos os músicos franceses — aqui — e apreciemos a letra da composição:
Existirmos a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina
Existirmos a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina
Existirmos a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina
A escrita é a grande invenção. Foi a escrita, na verdade, aquilo que transformou um certo ser irracional em humano, esta espécie que domina o planeta para o bem e para o mal. Com a escrita, apenas, este blog se propõe a analisar e opinar sobre alguns dos principais temas da atualidade, no Brasil e no mundo, como qualquer cidadão faz ou deveria fazer. Meu nome é Oswaldo de Mello. Sou jornalista.
A lágrima que não se turva
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